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Pintura automotiva: quais os tipos e diferenças?

Resumo:
– A pintura automotiva evoluiu de processos artesanais demorados para tecnologias avançadas que garantem máxima durabilidade e beleza à carroceria.
– O mercado automotivo trabalha principalmente com três tipos de acabamento: o sólido, o metálico e o perolizado.
– Cuidar da estética do carro valoriza o seu patrimônio, mas é a proteção veicular ativa que garante a sua tranquilidade diária no trânsito.

Muito mais do que garantir um visual bonito nas ruas, a pintura automotiva é responsável por proteger o veículo da ação impiedosa do tempo e dos desgastes do uso diário. A ciência e a tecnologia por trás das tintas escondem processos fascinantes que vão muito além da aparência impecável que vemos nas vitrines das concessionárias.

Se você sempre teve curiosidade de saber as diferenças entre os tipos de acabamento ou sobre como preservar a estética da sua máquina, é só continuar a leitura!

Uma breve história das cores

Nos primórdios da indústria automobilística, entre os anos 1800 e o início dos 1900, a pintura automotiva era um processo, no mínimo, exaustivo. Os veículos eram todo pintados à mão, com tintas que se desgastavam muito facilmente, a ponto de fazer com que as pessoas retocassem a pintura todo ano.

A primeira evolução veio na década de 20, com a criação de tintas à base de nitrocelulose conhecidas até hoje como “duco”, por causa da linha desenvolvida pela empresa DuPont. A Ford Motor Company foi a primeira montadora a utilizar essa nova tecnologia, que contava com um tempo de secagem consideravelmente menor.

Nas décadas seguintes, o surgimento de pistolas de pulverização e tintas cada vez mais inovadoras tornaram o processo cada vez mais rápido e duradouro. Isso barateou os custos de produção e permitiu a utilização de cores diferentes do preto popularizado pela Ford, ajudando a moldar a identidade cultural dos automóveis principalmente após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Modelo A da Ford, sobre o qual o seu fundador, Henry Ford, disse: “Pode ser de qualquer cor… desde que seja preto.” Imagem: Wikimedia Commons.

Os tipos de pintura automotiva

Hoje em dia, ao pesquisar por um carro novo, é normal você se deparar com três grandes categorias de pintura automotiva. Vamos a elas:

Pintura sólida

Imagem: Jurni.

A que você mais vê por aí. Suas tintas levam poliéster ou poliuretano em suas composições e são de fácil aplicação, além de garantir um bom custo-benefício.

Pintura metálica

Imagem: Aura Vinyl.

A pintura metálica costuma ser um pouco mais cara do que a sólida. Para atingir esse efeito, sua fórmula passa por um procedimento que inclui uma camada de laca e flocos de alumínio ao pigmento, permitindo aquele reflexo mais intenso quando um veículo metalizado recebe alguma fonte de luz.

Pintura perolizada

Imagem: Paint Service.

Ainda mais sofisticada, essa pintura leva pó de pérola e mica para que o veículo apresente diferentes cores de acordo com a luz e o ambiente em que está, fenômeno conhecido como interferência. Além disso, ela também é famosa por exibir fragmentos de brilho quando observada de perto.

Há outros tipos?

Não ache que a pintura automotiva para nessas três categorias. Embora os veículos saiam de fábrica apenas com uma dessas pinturas, é possível buscar uma oficina para repaginar o seu veículo com tipos especiais.

Uma delas, a pintura flake (palavra em inglês para “floco”, como os de neve), traz a mesma ideia de partículas brilhantes no pigmento, mas com uma granulação muito mais evidente. Com ela, o veículo brilha de forma bastante intensa, quase como se tivesse sido pintado de glitter.

Outra pintura bastante famosa é a candy (palavra em inglês para “doce”, guloseima), que, por conferir um efeito semitransparente, com bastante profundidade, e um brilho mais condensado, faz com que a lataria se assemelhe a uma balinha doce. Só não vale morder, hein?

Carros com pintura flake e candy, respectivamente. Imagens: Reddit, Shopee.

Beleza e proteção andam juntas

Compreender as diferenças e os processos da pintura automotiva é um passo fundamental para aprender a cuidar e valorizar seu carro. Mas o que fazer quando um imprevisto acontece, como um esbarrãozinho na garagem ou uma pedra rebelde na rodovia?

Uma oficina de confiança faz toda a diferença na hora de restaurar a pintura do seu veículo, preservando a originalidade de fábrica e mantendo o valor de revenda no mercado. Por isso, quem é Associado Múltipla conta não apenas com a proteção mais completa do mercado, incluindo furto qualificado, roubo, colisão com ou sem terceiros e muito mais, mas também com uma rede de oficinas parceiras para restaurar ou renovar sua máquina.

Afinal, nós sabemos que, no fundo, de nada adianta brilhar na estrada sem conforto ou tranquilidade.

Fontes: AutoPapo, Quatro Rodas, SQ Química, 99, Tecfil, PChrome, Reparação Automotiva.

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