| Resumo: Os testes de colisão são rigorosos e determinam o ranqueamento de segurança dos carros que dirigimos. Os famosos dummies são bonecos repletos de sensores que simulam com precisão as reações do corpo humano. O aprimoramento de equipamentos vitais, como os airbags, depende diretamente dos resultados dessas provas. Ter um carro bem avaliado é importante, mas a verdadeira tranquilidade nas ruas exige uma proteção veicular ativa. |
Os olhos brilhando com o design, os ouvidos satisfeitos com a potência do motor, a alegria ao tocar o painel da central multimídia… na hora de escolher um carro novo, há muitos fatores que trazem alegria para o motorista. Porém, há um aspecto muito importante que às vezes, pode ficar em segundo plano ao comparar os veículos: a segurança que ele oferece.
Mas não ache que as montadoras não pensam nisso. Entre normas regulamentadoras e inovações tecnológicas, muitas avaliações são feitas para que os modelos cheguem à sua garagem garantindo a integridade dos ocupantes. Os testes de colisão são um dos maiores exemplos, escondendo uma ciência fascinante e sendo grandes responsáveis por tornar o trânsito moderno muito mais preparado.
Quer saber como eles se tornaram o que são hoje? Vem com a gente!
Os primórdios dos testes de colisão
O primeiro teste de colisão com um automóvel foi realizado em 1934, pela General Motors. A essa época, tecnologias como o espelho retrovisor e limpadores de para-brisas já haviam sido inventadas, mas ainda havia um longo caminho para o setor automotivo percorrer na segurança dos veículos.

Uma história muito comum (e macabra) sobre os testes de colisão é que eles chegaram a utilizar cadáveres reais nos experimentos. Não se engane: isso é completamente real — e nem mesmo é algo do século passado: em 2005, uma comissão de ética na Áustria defendeu o uso de pessoas mortas em crash-tests (como também são conhecidos, mesmo aqui no Brasil) feitos por uma universidade entre os anos de 1994 e 2003!
Ao longo do século XX, se você puder acreditar, outras decisões polêmicas foram tomadas: entre os anos 40 e 50, por exemplo, alguns verdadeiros heróis se dispuseram a ser cobaias em testes (não-letais) de desaceleração e impacto, além de serem atingidos com vidro quebrado, enquanto animais vivos também foram utilizados — com preferência para porcos, que têm estrutura interna parecida com a nossa — em testes, infelizmente, fatais.
A padronização dos cobaias para colisões só chegou por causa de Samuel W. Alderson, o físico responsável pela criação dos…
Dummies: carisma e proteção lado a lado
Apesar de também fazerem seu trabalho freelancer nas edições mais recentes do Big Brother Brasil, os dummies pertencem às pistas de testes — e não apenas automotivos. O primeiro dummy foi criado em 1949 e foi chamado de Sierra Sam.
Ele era utilizado para testar assentos ejetáveis em aeronaves, capacetes de aviação e outros elementos de segurança dentro da indústria aeronáutica, mas com o passar dos anos foi sendo adaptado por Alderson para os experimentos com veículos.
No entanto, a General Motors continuou sendo vanguarda nos testes de colisão com o lançamento da série Hybrid, nos anos 70. O boneco Hybrid III é o padrão na indústria desde o início do século XXI e começou apenas baseado nas proporções de um homem adulto, mas já ganhou uma família para chamar de sua.

Hoje em dia, os testes também são realizados com dois dummies projetados com as proporções de crianças de 3 e 6 anos, um “irmão mais velho” com dimensões maiores e um boneco “feminino”, que, mesmo sendo alvo de protestos, ainda é construído com base na anatomia de um homem.
Airbags: a explosão calculada
Enquanto os dummies são essenciais para mostrar exatamente onde o corpo sofre mais danos, os airbags nasceram para evitar que essas lesões aconteçam. Entretanto, não pense que a implementação dele foi fácil, já que é uma tecnologia bastante avançada.
O airbag foi patenteado nos anos 50 tanto na Alemanha quanto nos Estados Unidos, mas não se sabia como gerar a explosão necessária para as bolsas de ar abrirem em questão de milissegundos ou mesmo o material para que elas não rasgassem.
Mais uma vez, a General Motors foi pioneira na segurança veicular, sendo a primeira montadora a vender veículos equipados com airbags — o Chevrolet Impala 1973, mais especificamente. Hoje em dia, as bolsas são geralmente produzidas em náilon, enquanto a explosão acontece com a decomposição térmica da azida de sódio, gerando o gás nitrogênio.

A tecnologia automotiva avançou de forma brilhante em todos os aspectos, e você pode ter certeza de que os carros atuais são os mais bem preparados da história. Aqui no Brasil, quem certifica a segurança dos veículos é o Latin NCAP, realizando testes de colisão periodicamente e disponibilizando os resultados em seu site. Vale a pena dar uma olhada!
Ainda assim, mesmo o carro com a nota máxima de segurança não consegue evitar as dores de cabeça (e de bolso) que um imprevisto mais sério pode trazer. É por isso que rodar com a Proteção Veicular da Associação Múltipla é indispensável! Com nossa Assistência 24h e nossa proteção completa contra colisões com ou sem terceiros, desastres naturais e muito mais, você une a estrutura resistente do seu veículo ao amparo completo que oferecemos a milhares de Associados diariamente. Saiba mais clicando no banner abaixo!
Fontes: TECOSIM, HowStuffWorks, Humanetics, Advancing Physics, Airbag Bank, Ethics Unwrapped, Classics World, The Guardian, PET Química.
