5 Carros brasileiros com outro nome no Exterior
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5 Carros brasileiros com outro nome no Exterior

Muitas vezes, um veículo faz tanto sucesso em um mercado que faz com que ele seja exportado para outros países. E isso é muito comum para carros brasileiros, muitos deles têm “irmãos gêmeos” no exterior, então, é bem possível que você veja o seu carro sendo chamado de um jeito diferente lá fora. 

Uma das principais causas dessa popularização desses modelos mundo afora são os grandes grupos dominantes no mundo automobilístico como por exemplo: Stellantis, supergrupo de empresas fruto da fusão da FCA (Fiat-Chrysler Automotive) e PSA (Peugeot-Citroën S.a.), dona de várias marcas gigantes como as próprias Fiat e Peugeot como também RAM, Dodge, Alfa-Romeo, etc. Há também outros renomados grupos/conglomerados de montadoras com muita influência no mercado, tanto brasileiro quanto internacional, tais como Volkswagen Group (VW, Audi, Porsche e mais) e General Motors. 

Essa união de marcas proporciona, muitas das vezes, um compartilhamento de plataformas, ou seja, alguns modelos acabam tendo os mesmos componentes, desde peças até mesmo chassis, claro, marcados com a sua respectiva montadora. 

Mas há também questões de adaptação ao mercado, principalmente em relação ao nome e por conta disso as montadoras optam por escolher uma nomenclatura diferente. Hoje separamos alguns modelos que você com certeza já viu pelas ruas aqui do Brasil e que são conhecidos com outros nomes lá fora.

1- Fiat Grand Siena | Dodge Vision

Dodge Vision, ou Fiat Grand Siena se preferir.

Com mais de 10 anos de história no mercado nacional, o Fiat Grand Siena foi um grande sucesso no nosso mercado onde chegou a ficar conhecido como “queridinho dos taxistas” devido sua versatilidade, conforto e consumo de combustível relativamente baixo. No México foi comercializado durante os anos de 2014 à 2016, pelo emblema da norte americana Dodge e recebendo o nome de Vision, se tornando o sedã de entrada da marca no país.

O Vision era importado do Brasil, onde era fabricado, sem mudanças no visual e nem na performance e foi usado como uma estratégia da Stellantis (na época FCA) de fidelizar e enraizar a Dodge como uma fabricante que, além de se destacar nos veículos de alta cavalaria como o Challenger, pudesse também ter um modelo popular

2- Chevrolet Celta | Suzuki Fun

Celta da Suzuki? Na Argentina eles conhecem assim!

Para explicar a história desse pequeno “crossover” vale lembrar o que foi mencionado acima quando falamos dos grandes grupos automobilísticos. Na virada dos anos 90 para os anos 2000 o mercado argentino estava contando com o grande sucesso do Chevrolet Corsa quando tivemos a chegada do que seria o sucessor do simpático corsinha, o Celta. 

A General Motors viu nesta situação uma maneira de evitar a concorrência entre os que seriam as suas duas melhores apostas para a época: por ter uma parte da fabricante japonesa Suzuki, a GM decidiu comercializar o Celta na Argentina com outra marca e outro nome, Suzuki Fun. 

A parceria ainda contava com a comercialização do Suzuki Vitara em solo brasileiro sob o emblema da Chevrolet, o que chegamos a conhecer como Chevrolet Tracker. Entre o Celta e o Fun não há diferenças no visual (exceto a grade com emblemas diferentes) apenas na parte técnica, o Celta era comercializado com um motor 1.0 que gerava 77cv já o seu “irmão” tinha sob o capô um 1.4 gerando 85cv

3- Mitsubishi L200 Triton | Fiat Fullback 

Parceria entre Stellantis e Mitsubishi gerou a Fiat Fullback

Aqui no Brasil a Mitsubishi L200 desde os primórdios carrega o título de Picape Indestrutível, volta e meia deixando o público com o nariz torcido em relação ao seu visual (principalmente com as primeiras da geração Triton) é inegável dizer que ela não cumpre o seu propósito. 

É de se imaginar que se um veículo está fazendo sucesso em um mercado a montadora vai levá-lo para outros horizontes. A L200 Triton foi comercializada em muitas partes da África, Sudeste Asiático e Oriente Médio com o nome de Fullback e com a marca da Fiat que viu o sucesso da picape “original” e tentou uma parceria com o Renault-Nissan-Mitsubishi Group para ingressar nesse novo mercado. 

Mas ao que tudo indica a picape não fez tanto sucesso por lá, afinal, a curta produção na Tailândia (2016 à 2019) encontrou concorrentes com nomes muito consolidados no mercado e com isso não conseguiu emplacar muitas unidades. O mesmo aconteceu no mercado Árabe, onde a L200 era vendida sob o emblema da RAM, pouquíssimas unidades vendidas em um mercado completamente dominado pela Toyota. 

4- Fiat Toro | RAM 1000

RAM de porte médio? No México é possível!

A Fiat Toro, desde seu lançamento, conquistou corações por onde vem passando, tanto pelo seu design quanto pela sua versatilidade, tendo tudo isso em vista, a Stellantis decidiu usar o modelo para explorar uma outra marca em outro mercado. 

A escolhida da vez foi a RAM, antes uma subdivisão da Dodge hoje uma marca independente. Com essa investida, a Stellantis conseguiu emplacar no mercado mexicano uma variedade de modelos RAM pois, além da Toro, eles também têm a Strada atuando com outro nome: RAM 1000 e RAM 700 respectivamente. 

O objetivo foi o mesmo que o da Dodge Vision, mostrar ao público modelos de topo de linha e também mais acessíveis. O modelo em questão é produzido no Brasil e é exportado para a América do Norte onde recebe o rebadge e entra para o mercado.

5- Ford Fusion | Ford Mondeo

Um pouco diferente daquele Mondeo que tivemos no Brasil.

O que seria mais lucrativo para uma montadora: tirar um nome já aclamado, respeitado e admirado do mercado para o lançamento de um novo modelo ou lançar um novo modelo com um nome de respeito e respeitando a tradição? Esse foi o dilema enfrentado pela Ford e ela teve a opinião mais sensata. 

Em 2015 a Ford unificou sua linha globalmente, significando que não haveria modelos específicos para mercado X ou Y, o que era muito comum de se ver e não somente com a Ford. Com a unificação alguns modelos deixaram de ser produzidos para entrada de modelos globais, caso do Ford Mondeo. 

O Ford Mondeo teve sua passagem discreta pelo Brasil durante os anos 90/2000 mas foi mesmo na Europa onde ele fez muito sucesso. Tendo isso em vista, a Ford substituiu o Mondeo no mercado europeu pelo Fusion mas manteve o nome que já era conhecido por lá, inclusive, manteve também as versões perua e hatch. 

E será que seu carro tem um irmão gêmeo em outro país?

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